quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Qual a sua graça?

Costumo dizer que os pais certas vezes quando dão um nome para os seus filhos, não escolhem, fazem uma condenação.
















Você tem um daqueles nomes que tem dois “Ns” um K e um “Y” ou que é uma junção do nome do seu pai e da sua mãe, ou ainda que tem origem estrangeira com mais consoantes do que vogais? Então você teve problemas com as chamadas e colegas de escola, recebeu cartas com outro nome, e ao fazer cadastros, ou conhecer alguém teve que repetir pelo menos 5 vezes a grafia dele.

Mas não é o caso meu e da Cyn, não temos nomes escalofabéticos.

Esse bihetinho apareceu numa entrega que deixaram para nós. Mas quem somos nós? Pelo menos pela foto não dá para saber. O nome da Cyntia tem uma frescurinha, esse ‘Y” que poderia ser substituído com um simples“I”. Mas o problema do nome dela não é o tal do “Y”, é que as pessoas escrevem Cyntia das mais criativas formas como, CÍNTIA, CINTIA, CINTYA, CINTHIA, CYNTHIA (esse é o jeito mais comum) e para nossa surpresa o da foto acima, a novidade SINTHIA, criatividade total.

Quanto ao meu, teve uma época que eu falava com a pronúncia francesa (e correta, é assim que eu me chamo), não por frescura, mas exatamente para as pessoas não escreverem “GIAN”. Então, falava quando alguém me perguntava como era o meu nome que eu me chamava “JAN” (pronúncia e não grafia) na minha cabeça isso minimizaria a questão porquê pelo menos o “J”, o “A”, e o “N” ninguém iria errar. Existem umas 2 ou 3 pessoas, além de meus pais e irmãos, que me chamam assim, do jeito certo. Tem gente que me conhece há anos e não sabe que eu não me chamo “GIAN”, e sim JEAN (pronuncia-se “JAN”). Bem, talvez fique sabendo agora.

O nome é a primeira informação sobre a pessoa, uma das primeiras coisas dadas a nós ao nascermos, ou mesmo até antes. E importa e muito, para uns até mais do que para outros, você já ouvi a expressão "eu tenho um nome a zelar!". O nome pode carregar tradições de família, cultura, pode ser uma homenagem , pode dizer muito da onde você veio, suas origens ou apenas quem são seus pais, o que eles conheciam da vida, do que gostavam e etc.

Quanto a mim, pode me chamar de Jean Marcel, como minha mãe chama e como assino meus trabalhos "JM" como meus amigos me chamam, “Jê”como já me chamaram, Jean Coutinho como bancos instituições e o Orkut me chamam ou simplesmente Jean. Pode até me chamar de “Gian”, não tem problema, mas se eu estiver de costas, no meio de outras pessoas, não garanto que eu vá atender.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Notícia de ontem

Vendo todas as notícias sobre a comemoração dos 20 anos da queda do maior símbolo da cortina de ferro, e do fim de um mundo bipolarizado, lembrei de que vi isso todo aos meus 12 anos. Em minha infância vi todo um sem números de filmes no qual o Alemanha Oriental, URSS, Tchecoslováquia, eram países para onde de maneira destemida espiões ingleses e americanos iam acabar com tramas internacionais, impedir que mísseis fossem entregues e é claro, namorar belas espiã loiras.

Esses três países hoje já não existem, bem como o derrubado muro de Berlim, marco máximo da Guerra Fria. É incrível pensar que você viveu na época em que houve uma grande mudança no mundo, em que existiam coisas, regimes, nações que hoje são história. História. Pessoas com menos de 23 anos não viram isso.

Apesar de todos os James Bond, Trama Internacional e até Top Gun (!!!) pensei apenas num filme para ilustrar tudo isso, a mudança histórica do mundo. O Fantástico "Adeus Lenin" , feito quando o muro já tinha caído há 14 anos, é sobre exatamente a mudança de rumos do mundo, que apesar de esperada também foi traumática para alguns. Com uma mistura de humor leve e drama, ilustra bem a transição da cortina de ferro para um mundo sem muros.  


Uma notícia de 20 anos de idade, que para história é como se fosse ontem.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

um desenho por semana para um mundo mais bacana XII


Seriado Flash Forward, conversa e filosofia barata da melhor qualidade.
Além de outas coisas, rendeu um desenho.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

É sempre bom ter uma velhinha a tiracolo














Existe coisa mais esquisita e desconfortável do que sala de espera? OK, pode até ter, mas quanto você está lá, não dá pra lembrar de nenhuma.


Dia desses fui resolver questões de freela com uma agência. Até aquele dia fizemos tudo via fone e e-mail. Marcamos então, para acertarmos as coisas numa reunião ao vivo. Quando cheguei lá o endereço não era da agência mas sim do cliente que a contratou e que por sua vez solicitou meus serviços de redator.

Uma sala de espera. A recepcionista no fundo da sala, mas de frente para todos. “Todos” nesse caso eram candidatos a uma vaga de emprego naquele lugar. Uns de frente pros outros. “Todos” menos eu que espera meu contato da agência. Desconfortável.

Não importa de que estabelecimento é a sala de espera. É claro que no caso da espera de um resultado exame médico grave é bem pior. Aliás, pior não, diferente, porquê o que falo não é sobre a expectativa do resultado da espera, seja ela exame, entrevista desemprego ou um tratamento de canal. Falo sobre o desconforto, o silêncio, os olhares e desvios de olhares. Sobre a falta de ter o que fazer e pensar, as caminhadas até a janela, o medir do ambiente, o perceber de cada defeito, rachadura ou falha na pintura.

Me refiro ao perceber do nervoso dos outros, de ver uma pessoa estalando os dedos enquanto outra ainda verifica o celular a cada cinco minutos.O enfrentamento da espera nesses lugares é basicamente fuga. Fuga das pessoas de quem se está perto, fuga dos olhares. Você acaba fazendo todas as coisas já citadas não para passar o tempo mas para se ver seguro da incômoda e silenciosa presença dos outros.

Ou ainda simplesmente porquê a sala de espera faz isso conosco. Nos põe em silêncio em cadeiras ou sofás que ainda que na melhor das hipóteses sejam confortáveis, parecem ter formigas saindo do estofado deixando a gente incomodado, inquieto.

Não há solução para a sala de espera. Minto, talvez haja uma. Ter uma velhinha em mãos. Uma dessas de cabelos brancos (às vezes violetas, às vezes meio amarelados). Enfim, uma senhora idosa. Elas não se importam com a SALA DE ESPERA. Essas destemidas não estão nem aí para a presença desconfortável do ambiente, e o enfrentam com galhardia e bravura. Vão logo fazendo comentários sobre a espera e dois minutos depois centenas de histórias se descortinam como se ali fosse a sala da casa delas.

Ainda assim a SALA DE ESPERA não deixa de ser A SALA DE ESPERA, mas fica ali de canto sabendo que está sendo vencida por mais uma velha amazona de cabelos brancos (ou violeta, ou amarelados)

Infelizmente eu não tinha uma velhinha à mão naquele dia. Tinha só meu bloquinho e minha caneta. Comecei a escrever isso lá, mas ainda assim perdi a paciência, não com desconforto, mas com o chá-de-cadeira e acabei indo embora.

Fui porquê não aguardava um importante exame médico ou uma entrevista de emprego e principalmente porquê eu não tinha uma velhinha em mãos.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Olha o que eu faço com meus caros e novos colegas de trabalho agora.